sábado, 23 de novembro de 2013
A noite caindo, os frios cortados na mesa, Emílio Santiago tocando ao fundo. Meus pais, já de banho tomado, e minhas tias chegando, com talco no pescoço. Ninguém comentava nada, mas, de alguma forma, todos ficavam na expectativa da chegada de meu irmão. Era um rito familiar, quase mensal, que só era completo quando Mao estava presente. Ele tinha uma luz, uma energia magnética, era o líder da diversão e do bem-estar na família. Pronto, ele tocava a campainha e eu ficava mais feliz. Ano após ano, porém, Mao foi se afastando; quando aparecia, ficava pouco. Lentamente, fomos abafando aquela boa sensação de esperar por ele; de repente, já era muito difícil nos encontrarmos. Naquela época, eu sabia que, de alguma forma, meu irmão estava preso e era por isso que não participava mais. Foi nesse período que passei a não saber mais nada de sua história. A partir de então, notícias dele somente através de telefonemas atendidos por outros ou das reuniões de família, que continuaram acontecendo, cada vez mais espaçadas, até o dia em que ele nunca mais pôde estar conosco. Quase uma década mais tarde, volto a ter contato com Mao, algo que nunca imaginei ser possível. Graças a sua coragem, força e altruísmo, ele se livrou, transformou-se em palavras, eternizou sua luz, alegria e sabedoria. Obrigado, meu irmão, que sua vivência aqui relatada sirva para trazer paz ao caminho de muitos que sofrem como sofreu. Hoje tenho o imenso prazer de conhecê-lo ainda mais e sei que posso estar contigo sempre que quiser, ao alcance de minha mesa de cabeceira. (fonte)
No meio de tantas lágrimas durante a leitura, venho a fazer esta resenha. Desde que o 9º ano da escola leu este livro na minha escola, estou querendo lê-lo, porém, estava com muita vergonha de pedir para a Samanta levar para o local para poder comprá-lo. Atéque tomei coragem e comprei (veio até autografado, oh la la).
Bom, a história do livro conta a vida de Mao Leão, irmão de Samanta, que sofria do pior vício: as drogas. A cada página que se virava, você sentia que ele realmente queria parar, porém com as más companhias, não conseguia. O pior de tudo, é que muita gente entra neste horrível mundo por isso. “Deixa eu só cheirar um pouquinho, ninguém precisa saber.” “Só uma vezinha não mata ninguém!” Mata sim! O que mais me incomoda, é que mais gente que tem conhecimento de como isso faz mal a saúde e etc. está começando a usar. Será que essas pessoas se esquecem das aulas de ciências? Dos avisos que a Globodá em cada intervalo de novela?
Enquanto lia, tentava me imaginar na mesma situação: e se fosse o meu irmão? E se fosse o meu bundãozinho que estivesse se drogando e se afastando cada vez mais? O que eu iria fazer? Eu me manteria do lado como a Samanta ficou? Ou fugiria com medo dos amigos dele me matarem, ou coisa do gênero (exagerei legal agora)?
Moral da história: nunca entre neste mudo horroroso das drogas, você não vai receber nada além de problemas.
Frases grafadas:
- “Onde há o amortem-se o ódio; onde se constrói também se aniquila.”
- “A minha madrasta teve seu primeiro filho em junho de 1979 e minha mãe em agosto do mesmo ano. De repente, cadê eu? Fim do reinado. Agora eu estava do lado de lá, junto com os meus irmãos mais velhos.”
Lembre-se: tudo pode começar até com a cerveja.
xoxo, Giordano.
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